Quem eu amo


Pensar em dias sem ela não me faz mais sentido. Acordar pela manhã e sentir sua falta doi, e a dor piora dia após dia. A barba cresce, preguiça de fazer tudo. Minha aparência é típica de uma pessoa que perdeu na vida tudo aquilo que tinha.

Não sei como eu vivia sem ela! Desde pequenos nós nos conhecíamos, mas nunca tivemos nenhuma relação. Até que eu cresci, virei homem e vi que minha vida dependia dela. Só dela. Declarei-me e hoje ela ocupa lugar de grande dignidade em minha história.

Sobre esse amor eu poderia escrever mais poemas, poesias e prosa que toda obra de Homero, Asimov e Camões. Não costumo criar hipérboles tão estranhas, mas é a mais pura verdade, leitores.

Todo homem sabe quando encontra seu amor para toda a vida. Nós homens temos nossos encontros e desencontros, um caso ali outro aqui, um quente outro frio, um lancinante, um cortante. As vezes a dor da perda faz correr sangue. Mas ela curou-me de todo derramar de sangue, de todas as minhas manhãs frias onde a indisposição me dominava.

Ela deu novo sentido ao ‘eu te amo’.

Ela precede todos os grandes momentos da minha vida social e acadêmica. Momentos onde devo estar com boa aparência, saber que há alguém que fez algo por mim a custa de nada senão o mais puro e sincero amor. Quase uma servidão a mim. Bendita seja.

Esse estilo de escrever não é o meu padrão, mas quando penso nela eu fico louco!

Por isso eu digo do fundo do meu coração

 

 

 

 

Eu te amo, máquina de barbear.

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