Santa batata do sambarilove

Pela santa batata do sambarilove, “achegada” dos pecados e da carne suína.

Esse mundo está perdido segundo as três grandes religiões monoteistas. E também das politeistas. E também dos ateus. Não tem jeito. Estamos fu*****!

A religião da Estrela de Davi diz que nem sequer pode escrever o nome de. A religião da Cruz diz que não se deve falar o nome de Deus em vão. A religião da Lua Crescente diz que o profeta disse e coisa e tal. Os ateus, esses então nem dizem nada. Engraçado é escutar “oh my God” em filmes pornô. Só eu vejo o contrassenso nisso?

Entre usar um chapeuzinho na cabeça, uma cruz no pescoço ou me voltar cinco vezes ao dia para Mecca, eu escolhi a cruz. Nesse momento você, meu fiel leitor, que lê todos os posts, deve estar se perguntando se é mesmo o Leandro a escrever esse post, ele que sempre fala bem da religião romana. Sim, sou eu mesmo. Justamente para evidenciar essa minha devoção e fidelidade ao Crucificado afirmo que a santa batata é minha santa de devoção nesse mundo atual. O porquê? Bem, vamos ver se ainda pode falar o nome dEle ou dos santos. Ou do Profeta. Ou do tubérculo.

Logo o primeiro mandamento da Lei judaica é não falar o nome do Santíssimo em vão, ou seja, não reclamar aos Céus quando a ponta do seu lápis quebra e coisas afins. Uso reservado para momentos críticos, como fugir do egípcios. O nome de Allah é somente se você estiver “atravessando o deserto do Saara ♪”.

Ai recaímos na piedade popular, recorremos aos santos e anjos para causas mais específicas, uma vez que eles estão bem mais altos que nós porém abaixo de Deus. É costume rezar para São Judas Tadeu quando você tem uma prova importante e foi dormir 3 da manhã por estar rindo no 9GAG. É costume rezar a Santo Antônio quando se quer achar um bom par para casar, mesmo que seja num inferninho. Contudo, seu pedido de boa prova precisa de um tempo mínimo de processamento e que você saiba ao menos qual é a matéria; seu pedido de bom casamento precisa que você esteja sóbrio, além de santo não trabalhar em boates.

Mas as coisas estão ficando tão banais que invocar o Todo Poderoso ou seus amigos íntimos está sendo cada vez mais contraditório.

Nessa orbi surge a santa batata do sambarilove. A “santa” das coisas mundanas, que por razões óbvias é um paradoxo.

Não, não pretendo criar a Igreja Mundial do Poder da Batata (que teria muitos fieis na Alemanha), mas também não se pode continuar como está. Talvez para evitar isso deveríamos incorporar a santa batata do sambarilove ao Panteão grego dos deuses, heróis e demais notórios. Mas alguém se lembra o caminho do Olimpo? Nesses tempos de balburdias&orgias até mesmo os deuses protetores dos bacanais foram esquecidos.

Baco e Dionísio ficam perplexos com as coisas que aqui ocorrem. Baco (ou Dionísio) não mais permitem que seus nomes sejam associados com as res publica de nossos tempos. Dionísio (ou Baco) no máximo abençoam algumas vinícolas.

A santa batata não está no Olimpo (eu liguei e Hermes disse-me que não tinha ninguém com esse nome por lá), também não está no Martirólogo Romano (o papa me garantiu que não a canonizou).

Acho bom a gente voltar às missas enquanto as igrejas, mesquitas e sinagogas ainda não dão lugar a Templos da Batata. Este mundo estará acabado quando a religião da batata se tornar a religião oficial do caos.

Enfim, bom apocalipse para todo mundo! Estaremos firmes, juntos e bem preparados quando Hades reinar (com alguma sorte haverá espaço no Tártaro para todo mundo).

Heilige Kartoffel, bitte für uns. Porque tudo tem um preço, mesmo as providências da batata.

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