Nego

Nego põe uma máscara de Guy Fawkes e acha que é revolucionário.

Nego põe meia dúzia de palavras mal escolhidas numa folha e acha que é poeta.

Nego critica música sertenaja e acha que é intelectual.

Nego tem um blog e acha que é intelectual.

Nego não conhece autocritica; só alto critica os outros.

Nego pinta no Paint e se acha gênio do fotoshopis.

Nego acha índio injustiçado e critica.

Nego acha nordestino errado e xinga no Twitter.

Nego tem voz mas não fica calado.

Nego tem inteligência mas não fica calado.

Nego não tem porque ladrar mas não fica calado.

Nego é chamado de nego e chama a polícia.

Nego chama outrem de nego e não chama a polícia.

Nego acha que dinheiro é mais universal que passaporte.

Nego escreve nêgo e se acha injustiçado por não ser indicado a presidência da ABL.

Nego que é negro; banco que é branco. Qual problema com o R?

Nego não escreve palavrão mas vive numa orgia.

Nego acende incenso, vai à missa, se vira a oeste 5x ao dia e bate testa no muro. Faz tudo isso durante o domingo, durante a semana esquece isso. Deixa disso.

Nego que é nego sempre será nego. E sempre exaltará sua neguitude.

Neguitude é uma generalidade horrenda. Perda da identidade, forçar ser um qualquer para realizar, em momentos quaisquer, uma atividade qualquer.

Nego é nem

Nego é ninguem

Nego, com todo respeito, explore seus retículos anais com profundidade.

Na linguagem popular, nego é

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