Don Quijote y las manchas en la educación brasileña

Era rodeado por alunos de diversos níveis, técnico, graduação e mestrado; por professores de alta comenda; por técnicos-administrativos de alto cargo. Era rodeado pelas promessas de futuras lideranças (os alunos), pelas atuais lideranças em pesquisa (os professores) e por aqueles que ditam o ritmo do fator mais importante, o financeiro, representados pelos técnicos-administrativos. Nesse ambiente que nosso intrépido escritor de cordel se transforma num Cervantes, que de tão exemplar se torna o próprio Dom Quixote.

Os moinhos não são exatamente os monstros

Um fidalgo, que se abraça ao cavalo para combater moinstros. Um plebeu, que se abraça a ocasião para combater as deficiências do sistema educacional.

Deixe eu contar a história para fazer sentido.

O dom Quixote ao qual me refiro é uma pessoa em cujas veias corre a mais primordial essência de um engenheiro (lembrando que a cena se passa numa Escola de Engenharia): capacidade de criar a partir do nada. De melhorar o que já existe. De ver novos usos para coisas que existem desde o século -π. Ele não tem formação adequada, mas sem dúvidas é um dos melhores.

O que falta a ele para ter o reconhecimento devido? Um pedaço de papel com um número do Diário Oficial constando que ele sabe fazer contas inúteis? Será que o conhecimento que lhe capacita a fazer pesquisas (realizadas com sucesso) sobre materiais mais eficientes de nada serve?

Não desejo distribuir diplomas a qualquer um sob a bandeira de defender os fracos-que-o-sistema-não-deixa-ter-um-diploma. Não! Isso é coisa de comunista. Tem diploma quem faz jus. Meu ponto aqui é a incapacidade do governo de reconhecer pessoas com talentos acadêmicos acima da média (leia-se superdotados) e com senso aguçado de pesquisa. Cade escolas especiais, laboratórios, financiamento de pesquisa de risco, a independência do CNPq, a vontade acordar o gigante tropical? Gostamos de ser um gigante operado por chips chineses… embalados num sono de tolo ao som de um radiozinho asiático. Minha ira vai para nossa incapacidade de reconhecer oportunidades.

Há melhoras, vejo melhoras, tem que melhorar.

O Brasil aponta como promessa científica emergente. Nossos índices de quantidade e principalmente qualidade não se comparam aos dos países desenvolvidos (ou até mesmo da China), mas os gráficos apontam crescimento. Vejo problemas na proliferação de faculdades particulares que jogam no mercado milhares de pessoas sem preparação, sem formação. É cada vez mais necessário que  órgãos fiscalizadores de  profissões realizarem exames externos, sou a favor desse filtro. Ou métodos mais específicos, como a residência em Medicina e o “filtro de mercado” na Engenharia.

Esse texto contem muitas interrogações. Não gosto disso. Fiz uma pesquisa rápida para saber como é a burocracia para lidar com crianças superdotados nos EUA e Europa. Não preciso dizer que estão anos-luz a nossa frente por N razões, contudo me limito a lançar o tema e pôr sua reflexão em segundo escalão em minha lista de discussões. Reconheço que se trata de tema muito fora de minha vivência e de escopo de estudo.

Deixo aos leitores que são cientistas sociais, assistentes sociais ou afins.

<<ESTA FRASE ES INÚTIL EN PROPÓSITO>>

EDIT:

E a questão professores que fingem que ensinam e alunos que fingem que aprendem?

Anúncios

Um pensamento sobre “Don Quijote y las manchas en la educación brasileña

  1. Pingback: Pós em batata-doce frita « leandro931

Discorde aqui

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s