Sagrada Familia vs. Sagrado Consumo

Um post rápido, um triste filme visto por meus olhos que serve de trailer da vida, essa infeliz vida.

Shopping Tijuca @ 26/12/2010

No domingo em que é celebrada a Sagrada Família (1º depois do Natal) fui ao cinema. Hoje em dia quase não há mais cinemas fora de shoppings, logo sou obrigado a ir ao shopping quando quero ir ao cinema. Não só eu como todos que queiram ir ao cinema, como eu e meus amigos que desejamos assistir a Tron, um filme meia-boca, um filme típico dos States.

Não é sobre o filme que quero falar, mas o que vi na praça de alimentação. Uma família: um pai carregado de bolsas numa mão e na outra futucando um celular. Uma mãe carregada de bolsas (com as duas mãos). Um filho com um Nintendo DS. Uma filha com um Nintendo DS. Sentaram numa mesa, puseram as compras por cima de tal forma que era impossível um ver o outro. As crianças continuaram a jogar, os pais discutiram qualquer coisa, foram comprar comida (deixaram as crianças sozinhas‼); voltaram, comeram, foram embora.

NorteShopping @ 28/05/2011

Sábado, dia de São Germano. Santo pouco popular. Tão pouco conhecido quanto algumas virtudes atualmente.

Fui ao shopping fazer compras, não que eu goste, mas preciso de certos insumos. Insumos comprados, eu e mamãe fomos fazer um lanche. Para fugir da praça cheia, entramos num espaço reservado do Habib’s. Entramos e fizemos o pedido. Eu observei que tinha uma bela menina sozinha, olhar distante e aflito, impaciente com o relógio do celular. Chega uma mulher (supus ser a mãe) e um homem (supus ser o pai). A suposta mãe entrega um pacote à filha, esta tira um casaco, amarrota e joga de volta à mãe. Discutem qualquer coisa, comem, abrem outros embrulhos e eu vou embora. Antigamente as pessoas se cumprimentavam, sobretudo quando eram parentes! As pessoas ficavam felizes ao dar e receber presentes! Onde estamos?

Apenas dois exemplos que eu vivi, infelizmente existem outros e piores. Nesses dois casos temos o elemento compras (=dinheiro) envolvido. Ideia muito esperta de acabar com famílias para que, deprimidos, comprassemos mais.

Antigamente as famílias buscavam ser como a Família de Nazaré: simples porém amorosa. O que você escolhe, uma nota de dólar que o tempo amarela ou construir bases sólidas com seus familiares?

DINHEIRO NÃO É TUDO. AME MAIS.

Não quero por aqui nenhum conclusão, convido-o, leitor, a pensar. Talvez refletir. Acho que Deus pode ajudar nessa reflexão…

PS: Repararam como houve uma forte migração de pessoas das igrejas para os shoppings?

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