Cinema

Um das minhas maiores críticas ao blog Léo é sobre escrever acerca de cinema. Acredito que se as pessoas estiverem interessadas na crítica a algum filme, devem ir a sites especializados. Em algumas postagens refiro-me muito a atividades pós-cinema, seja ida a cafeteria, livraria, ser abordados por pessoas estranhas na rua vendendo algo etc etc, então urge o tempo de escrever sobre o objeto das sessões de cinema: os filmes. Não falarei sobre títulos especificamente, mas sim sobre os critérios gerais que costumo usar para, segundo minha opinião, determinar se um filme vale ou não o preço pago por um pedaço de papel amarelo com letrinhas pretas.

Antes umas coisas. Cinema é a sétima arte. Ok. Cinema te leva a lugares, situações, pensamentos que você normalmente não ligaria. OK. Mas se tivesse que apontar uma arte como A arte esta seria a literatura. Não há filme que me eleve a tão alto grau de imaginação como um livro; nada supera um saboroso cheiro de livro novo; e também não se fica preso a crianças gritando numa mesma sala fechada.

Àqueles que por eventual fatiga cerebral não se lembrarem, recobro-lhes a memória das fitas. Tinham lados A e B. Aqui o lado A ficará com os filmes bons e o B, com os filmes comunistas (brincadeira, a Rússia tem bons diretores).

Lado A

Na primeira posição, sem maior esforço intelectual, coloco meu filme favorito, Amelie. Esse filme diz entre várias outras mensagens transmitidas pela fabulosa Andrey Tautou que a vida ocorre de forma mais intensa, mais feliz, mais sublime, mais perfeita nas coisas mais pequenas, como enfiar a mão num saco cheio de grãos. A vida ocorre muito rápida, num eterno transiente, ou seja, nada nunca está numa posição por muito tempo. É transitória. Leitores, vivam!

Uma coisa  verdadeira: pouquíssimos americanos sabem fazer filmes bons. Eles têm a vocação nata para fazerem filmes caros e lucartivos, como Avatar. Sim, claro Hollywood tem seus momentos Batman, mas também tem muitos momentos Tron (gostei de Tron, falaram mal do roteiro, contudo o filme não era para ter roteiro, era para ser bonito (e foi) e lucrativo (e foi). Esse filme é continuação do filme 1982, dai algumas coisas ficarem sem sentido para os pós-1991, como eu). Querem roteiros densos e bons? Sugiro a lista abaixo, a ordem não é relevante, ou seja, não quantifica os filmes, mas de uma forma ou de outra temperaram minha vida em maior ou menor grau.

Ben Hur (mereceu cada um dos prêmios da Academia), A culpa é de Fidel (filme muito bom, mostra como todo um país pode ir abaixo se os núcleos familiares forem destruídos ou pintados de vermelho), V de Vingança (grande parte dos bons filmes tem esse sentimento rodando ao fundo), Cisnei Negro (um beijo para uma das minhas atrizes favoritas, Natalie Portman; beijo também para Anne Hathaway), Trilogia das cores, Zelig (salve Woddy Allen), o Escafandro e a borboleta, Central do Brasil etc etc. Não se é de espantar ter a Europa afrente. Central do Brasil é uma rara exceção dos filmes brasileiros a la Madame Satã ou Tropa de Elite (o segundo foi muito bom).

Lado B

Esses filmes não valem um lux (#piadanerd). Em sua maioria são filmes de terror que tendem a outros gêneros. Sou muito tranquilo em relação ao roteiro, não me ofendo com histórias ruins (nem tudo na vida é  como Jean-Pierre Jeunet em Amelie), também tolero algumas faltas dos atores. Mas um ator ser errado desde o começo não! Tem limites! Veja o caso de O Albergue. Era para ser um mix de terror e thrilling, mas é um filme pornô! Doce Vingança a mesma droga. Primo Basílio, uma droga de filme, Eça de Queirós até hoje está gemendo de raiva dessa adaptação.

Alias, gosto muito de ver filmes adaptados de livros. É quase como um debate entre o diretor e a gente, quase sempre nós ganhamos. Recobro somente um exemplo dessa categoria (com filme melhor que livro), Alice no País das Maravilhas. O livro é tão chato é tão ruim que deveria ser queimado. O filme é ruim, mesmo com minha amada Anne Hathaway e Mr. Depp no elenco, mas ainda assim é melhor que o livro.

Mas tem um filme que se salienta, quase o pus no Lado C junto com filmes de guerras contra ETs no deserto ou filmes onde os EUA são atacados por ETs. Seu nome alemão é pomposo e quase engana, dá pena porque a idéia é boa, mas o resultado é tão ruim tão manipulador tão non-sense (non-sense porque crer nesse filme é tão ingênuo quanto crer que a Canonical não tem lucro). Eu gosto de assistir filmes por inteiro, porém o filme do Pelé e Zeitgeist são chatos além da conta, leitores, eu parei antes da metade. Não assistam nem sob pena de expatriação.

Esse filme me veio como sugestão; fui preparado psicologicamente para assisti-lo, e eu o fiz fazendo comentários pensando em publicá-los, mas não vale a pena. Esse filme segue a máxima que para fazer sucesso você tem que falar mal dos EUA, do cristianismo e do capitalismo. E ele fala dos três! Só dois exemplos da ‘qualdiade’ do filme: atribuem aos egípcios uma constelação, Crux (Cruzeiro do Sul no popular), que só seria descoberta, modelada e usada no séc. 15 com as grandes navegações, os faraos podiam viajar no tempo?; o simples fato do cara, entre vários outros erros grosseiros, não conhecer a diferença dos calendários lunar e solar indica que o filme é baseado em mentiras que vendem como água, num formato tão ruim que nem os mais comerciais filmes de Hollywood usam. Entre o espírito do tempo e o filme do Pelé, eu vou de filme de caça aos ETs gosmentos!

Acho que poderia ter abordado outros tópicos, como citar a excelente abertura de Bastardos Inglórios ou a excelente fotografia desses últimos filmes do Batmam (meu heroi favorito) e a atuação do Heather Leder ou como o Harrison Ford não perde o jeito com o passar do tempos ou como Watchmen é um filme bem atual ou como estou dando cada vez mais valor a trilha sonora de um título ou qualquer outra coisa, como o preço ascendente dos ingressos ou como o 3D é uma droga.

E de tanto falar em cinema me lembrei que uns bons anos não vou ao teatro. Essa fita da vida está sendo exibida muito rápida e bizonhamemnte.

**–

Essa é a primeira vez que escrevo sobre cinema. E primeira vez é especial. E como me amarro numa tradição, publiquei esse post especial no dia que a Santa Igreja celebra a solenidade de São José. Lembrando que o 1º post na plataforma do WordPress foi no dia da solenidade de Todos os Santos de 2010.

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Não me senti muito a vontade ao escrever esse texto. Além pois, observem a quantidade de citações a outras postagens. Claro sinal de como o intercâmbio entre a 7ª-arte e a vida é intenso.

>>>Sobre mim.

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