Não homenagem a Zumbi

Pobre coitado, foi escravo e ajudou seu colegas a terem uma vida mais digna longe da cruel tirania da Coroa Portuguesa.

Paro a minha maratona de estudos quando vejo pipocar em todos os recantos da internet “consciência Negra” “Zumbi” “Orgulho” etc. E também porque me lembrei que li em algum lugar, acho que foi na revista Época, que dentro em breve a população americana terá maioria negra. Não resisto e venho cá protestar.

Zumbi, como tantos outros heróis de nossa historia, não era muito bem um herói rústico e humilde. Foi bem educado em sua catequese e usava-se de artimanhas politicas nada honrosas. Mas falar mal de coisas do Brasil não pode, ainda mais quando é afro. Pela santa batata… Hoje em dia as pessoas negras fazem questão de exaltar sua origem africana (todos viemos de lá dã), sua dor na história (brancos também foram escravizados), tentam usar de argumentos falhos para conseguirem benefícios reparações (cotas). Orgulho de ser negro! Por que? Existem brancos, azuis, verdes e amarelos? Sintam orgulho de sua nacionalidade e de serem seres humanos! (Se meu blog tivesse grande audiência, nesse ponto já estaria a caminho de ser crucificado).

Pergunta central do post: Por que existe o dia da consciência negra? Existe o da branca, azul verde ou amarela? Nenhuma dessas cores sofreu menos que outras. Não sei se algum país do Ocidente comemore Espártaco, ou algum monge que preservou a cultura Romana após a queda de Roma, ou alguma outra pessoa que teve relevância moderada na historia. (O quê?!?!? Ele disse que Zumbi, o dos Palmares, teve relevância moderada!! Bote-o no tronco).

Sei lá, acho isso uma sobrevalorização de algo que é normal: a quantidade de melanina no organismo de acordo com sua ascendência. Me pergunto se os recursos gastos pela elite negra nessas comemorações não poderiam ser empenhados para ajudar a diminuir as desigualdades sociais, de brancos e negros, e evitar que precisem recorrer a cotas e outros programas populistas do governo.

Em todo o caso, Zumbi não foi ninguém de Augusto destaque. Não foi santo, não foi guerrilheiro, não foi filósofo nem estadista. Foi só um líder como tantos outros que ninguém conhece e não têm suas cabeças em horrorosos monumentos na Praça Onze.

Agora com a vossa licença vou comemorar o Dia da Consciência Morena.

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