Considerações sobre a visita à livraria

Acho que todos já sabem, mas não custa lembrar: só gosto de ir ao shopping – por qualquer que seja a razão de ir– às segundas e terças. Os demais dias por n razões são desaconselháveis. Mas hoje, sexta, fui ao shopping.

Fui ao Tijuca para ver Alice, mas por n razões não vi – a tristeza contida na não realização do plano, se transcrita, daria um livro maior que “Os Miseráveis”. Fui fazer algo que adoro: entrar em loop numa livraria. Numa tentativa de tornar a leitura menos chata ,escrevei sobre meu dia, essa parte do dia, em tópicos: (Se não estiver afim de ler sobre mim detalhadamente pule para o próximo parágrafo)

  • Sempre é bom ver as listas de livros mais vendidos, mais recomendados e NUNCA julgar o livro pela capa, época e, principalmente, preço. Isso é valido haja visto que livros são investimentos e você não investe seu dinheiro em qualquer lugar. Mas a despeito disso tudo, as vezes me permito olhar prateleira por prateleira, livro por livro, em busca de algo que está ‘fora do circuito’. Já achei livros excelentes (e melancólicos), como o “O Mar” e “O Violoncelista de Sarajevo”. Um verdadeiro salto no escuro literário, embora no exterior sejam autores afamados.
  • Também passei pela sessão de música, sem maiores comentários.
  • Nisso achei um livro bem interessante “A Bíblia em 99 minutos”, um pequeno livro didático que ensina as principais histórias de cada Livro bíblico.
  • A parte engraçada (graça?) fica por conta do segundo livro comprado: estava eu andando e vi o livro em destaque, me abaixei para pegar e uma mulher disse ao namorado/marido/amante: “Ele vai pegar Alice‼‼‼”. Sim, de fato era Alice no País das Maravilhas e Outro lado do espelho; sim, de fato eu estava na sessão infantil; sim, de fato leio essa literatura.
  • Saio da loja, sento no banco para arrumar as coisas. Descanso. E chego a conclusão: mulheres tijucanas são muito bonitas (sem desmerecer as demais). Concluo que são muita areia para meu fusca e folheio os livros.
  • Tomo meu café habitual e poderia dizer que o dia estaria findo se não fosse a mais nova constante em minha vida, diálogos estranhos (inclusive já publiquei um aqui com o agente da SuperVia, no dia do dilúvio).

Na saída do Tijuca Off Shopping (caminho para ir a Pça Saens Peña), estava uma jovem – até que bonitinha – maquiada como palhaça, que me aborda. Momentos de tensão. Conta como fazem uma obra de resgate social através do teatro e bla bla bla, nisso ela começa a pular, falar alto, enfim chamar a atenção:

– Nossos marca-páginas são para ajudar no custeio do teatro.

– Ok, mas não precisa pular.

– Mas ai … [menina ficando euforicamente agitada e gritando; medo e constrangimento]

– Olha, eu estudo Engenharia, sou chato, e não pulo. Eu compro.

– Puxa, você nem deixou eu me agitar [como não se agitou?]. Obrigada.

– Tchau, fica com Deus.

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Um pensamento sobre “Considerações sobre a visita à livraria

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